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O problema do preço baixo da concorrência “é mais embaixo”

 

Ao longo dessas duas décadas que eu venho trabalhando para as empresas de segurança, principalmente na área de monitoria de alarmes, escuto os empresários do setor reclamarem que não têm o lucro que gostariam de ter por causa do PREÇO BAIXO DA CONCORRÊNCIA.

Todavia, nas centenas de consultorias que eu já realizei para essas empresas ao longo desses anos todos, constatei que o problema principal não era bem o tal do “preço baixo da concorrência”, mas o “custo alto de atendimento dos alarmes falsos”, porque em todas elas os alarmes falsos representavam mais de 99% dos alarmes totais.

Agora, como os LADRÕES só são responsáveis pelos alarmes verdadeiros, que no caso representam bem menos de 1% dos alarmes totais, então os alarmes falsos só podem ser de responsabilidade dos funcionários das empresas de monitoria de alarmes.

Quando há um alarme falso, é porque algo, que não o ladrão, fizera o alarme disparar, porque se fosse o ladrão, obviamente não seria alarme falso. Seria alarme verdadeiro. E, como fantasma não faz o alarme disparar, então “deve haver algo físico e real” e que não é o ladrão, que provoca o alarme falso.

E, se mais de 99% dos alarmes são falsos, é porque o pessoal da linha de frente, simplesmente não sabe o que é “esse algo” que faz o alarme disparar falsamente. Porque, se soubesse, esses 99% de alarmes falsos, simplesmente não existiriam. Não tem como fugir disso.

Então, toda empresa que quer ter lucro, precisa antes de reclamar do preço da concorrência, INVESTIR COM SERIEDADE NA CAPACITAÇÃO DA SUA MÃO DE OBRA OPERACIONAL para poder reduzir seus custos de atendimento.

E se mesmo investindo na capacitação da mão de obra e reduzindo os custos absurdos gerados pelos alarmes falsos, ainda assim a empresa não estiver conseguindo ter lucro, então será preciso ir mais embaixo ainda. Será necessário antes de tudo eliminar todos os desperdícios, por mínimos que sejam, e em seguida refazer a engenharia do processo operacional, administrativo e de vendas, para:

     1. Eliminar as etapas desnecessárias que só agregam custos, mas que não agregam valor;
     2. Racionalizar as etapas necessárias que agregam custos, mas que não agregam valor; e
     3. Tornar mais eficiente as etapas que agregam custos, mas que também agregam valor.

A questão é que o mercado intuitivamente estabelece um valor médio que aceita pagar por um determinado produto ou serviço. Então, cabe à empresa EFICIENTE adequar os seus custos ao preço que o mercado aceita pagar, do contrário não vai vender, ou não vai vender com lucro e eventualmente, vai vender até com prejuízo.

E, se apesar de todos os esforços que ela dispender para tentar compatibilizar os custos ao preço que o mercado aceita pagar, ainda assim ela não tiver êxito, de duas uma: ou o serviço que ela está tentando vender está inadequado para as necessidades do mercado ou ela não tem as competências essenciais para atuar nesse ramo.

Se o serviço estiver inadequado ela tem de procurar adequá-lo. Se ela não conseguir ou se ela não tiver as competências essenciais para atuar no ramo, em ambos os casos, o melhor é pular fora do negócio enquanto é tempo.

É preciso considerar que nos dias de hoje, os clientes não estão aptos e também não estão dispostos a pagar por custos que não agreguem valor aos produtos e serviços. E, quando um cliente vê os atendentes da empresa que monitora o seu alarme, ou mesmo o alarme do vizinho, vindo toda hora ver os disparos falsos, é claro que ele intuitivamente sente que a empresa é incompetente e desperdiçadora de recursos.

Atribui-se a Leandro Karmal a máxima: “pagar mais impostos para o governo é o mesmo que aumentar a mesada de um filho que gasta com drogas”. De alguma forma, esse conceito também poderia ser aplicado às empresas de monitoria de alarmes, cujos alarmes falsos são superiores a 99% dos alarmes totais. Que são quase todas.

Finalmente, é preciso INVESTIR NA QUALIFICAÇÃO DO PESSOAL DE MARKETING E VENDAS, porque de nada adianta uma empresa ter o melhor serviço e o melhor preço, e não saber vender. A conta não vai fechar do mesmo jeito.

 

Prof. Faccin
 

 
 
 
 
 

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