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Como ganhar dinheiro no meio dessa ‘Guerra de Preços’ (Parte 7)
 

 

“Não palmilhe sempre o mesmo caminho, passando somente onde outros já passaram.
Ocasionalmente embrenhe-se na mata. Certamente, descobrirá coisas nunca vistas.
É claro que serão coisas insignificantes, mas não as ignore.
Prossiga. Explore tudo sobre elas. Cada descoberta levará a outra.
Antes do esperado existirá algo que mereça reflexão”.

Alexander Graham Bell

Se a empresa tiver 100 clientes parceiros, isso equivale a ter 100 gerentes de marketing de campo vivenciando as experiências práticas do dia-a-dia, o que seria absolutamente impossível de ser praticado de outra forma.

O máximo que o departamento de marketing pode fazer é algumas pesquisas com os clientes e prospects. Todavia, pelos métodos tradicionais normalmente utilizados, dificilmente conseguiria um feedback capaz de produzir insights criativos.

Se a empresa tiver 100 clientes parceiros, isso equivale a ter 100 canais receptores de experiências práticas privilegiadas. E, para transformar esses canais receptores em retransmissores dessa extraordinária e valiosíssima fonte de informações, basta transformar os clientes em parceiros.

Agora, imagine a quantidade de informações que poderia estar disponível para uma empresa se ela tiver 1.000, 5.000, 10.000, etc. clientes.

1.2 Acompanhando a experiência dos empregados

Muitas pessoas acham que um porteiro, um vigilante, um faxineiro, um ascensorista, um motorista particular, a senhora da limpeza, a senhora que serve o cafezinho, etc. embora de corpo presente, não existe, seja invisível, despercebido e que esteja ausente, afastado, distraído, desatento, alheio a tudo o que vê e ouve, etc. Mas isso não é assim.

Qualquer administrador experiente sabe que quando é preciso testar a receptividade de uma idéia nova que se queira implantar junto aos funcionários, utiliza habilmente alguns desses serviçais como ‘canal difusor’ da idéia.

Para isso, ele fala ‘desapercebidamente’ sobre a nova idéia próximo deles e espera para ver a reação dos empregados quando a fofoca se espraiar pela empresa. Se a reação for positiva, ele a implanta. Se for negativa, esquece e pronto (tudo não passou de um simples boato...).

É claro que nem todos são fofoqueiros mas, como todo sujeito bem informado é sempre muito rodeado e valorizado, muitas vezes ele não resiste a pressão e a tentação, e acaba batendo com as línguas nos dentes.

Aliás, esses serviçais, que por força das circunstâncias acabam passando algum tempo muito próximo dos altos executivos, exatamente por serem considerados como estátuas invisíveis, acabam sendo os mais bem informados da empresa. E, como são seres humanos, raciocinam e fazem deduções e induções com base no que vêem e ouvem

Assim, ao longo de um dia de trabalho essa gente ouve e observa muita coisa nas empresas, que entende que poderia ser feita de forma diferente, mas como ela não tem com quem falar a respeito, fala com a mulher em casa: ‘se eu fosse o dono daquela empresa, faria aquilo assim, assim e assado...’.

Talvez, alguma coisa poderia ser feita exatamente como eles imaginam fazer. Outras não, mas o mais importante não é exatamente a maneira como eles ‘imaginam’ poder resolver o problema, mas o que eles observam que não funciona direito, ou seja, o problema em si.

Como onde há um problema também há uma oportunidade de negócio, essas informações nas mãos de um hábil e experiente marqueteiro podem resultar no aprimoramento dos produtos e serviços atuais da empresa e também, até mesmo no desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Da mesma maneira, todo o pessoal da linha de frente, como instaladores, técnicos, operadores das centrais de pronto atendimento, atendentes dos alarmes, etc. observam uma grande quantidade de coisas que poderiam ser feitas de maneira diferente, mas não têm um canal de comunicação aberto dentro da empresa para passar essas informações, que por via de regra acabam sendo esquecidas e desaproveitadas.

Essa turma da linha de frente, que mantém contato direto, estreito e contínuo com os clientes, ouvem e observam uma enormidade de coisas que a direção da empresa sequer pode imaginar.

Aliás, dependendo do porte da empresa, a direção da empresa sequer sabe o nome de todos os clientes...

Assim, ao longo de um dia de trabalho essa gente ouve e observa muita coisa nas empresas, que entende que poderia ser feita de forma diferente, mas como ela não tem com quem falar a respeito, fala com a mulher em casa: ‘se eu fosse o dono daquela empresa, faria aquilo assim, assim e assado...’.

Talvez, alguma coisa poderia ser feita exatamente como eles imaginam fazer. Outras não, mas o mais importante não é exatamente a maneira como eles ‘imaginam’ poder resolver o problema, mas o que eles observam que não funciona direito, ou seja, o problema em si.

Como onde há um problema também há uma oportunidade de negócio, essas informações nas mãos de um hábil e experiente marqueteiro podem resultar no aprimoramento dos produtos e serviços atuais da empresa e também, até mesmo no desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Da mesma maneira, todo o pessoal da linha de frente, como instaladores, técnicos, operadores das centrais de pronto atendimento, atendentes dos alarmes, etc. observam uma grande quantidade de coisas que poderiam ser feitas de maneira diferente, mas não têm um canal de comunicação aberto dentro da empresa para passar essas informações, que por via de regra acabam sendo esquecidas e desaproveitadas.

Essa turma da linha de frente, que mantém contato direto, estreito e contínuo com os clientes, ouvem e observam uma enormidade de coisas que a direção da empresa sequer pode imaginar.

Aliás, dependendo do porte da empresa, a direção da empresa sequer sabe o nome de todos os clientes...
 
Se a empresa abrisse um canal de comunicação e incentivasse, mediante premiação, os empregados da linha de frente a comentarem suas experiências com as necessidades insatisfeitas dos clientes, com as deficiências e vulnerabilidades dos produtos e serviços, com os problemas mal ou não resolvidos, etc. ela teria aí uma possibilidade extraordinária de aprendizado.

Mas, para isso é preciso humildade para querer aprender com um simples porteiro, vigilante, faxineiro, atendente de alarme, operador, etc.

Novamente, se a empresa tiver 100 empregados, então ela tem 100 antenas coletoras de problemas que se forem transformadas em retransmissoras, resultará numa fonte extraordinária e valiosíssima de informações que nas mãos de um hábil e experiente marqueteiro podem se transformar em fantásticas oportunidades de negócios.

Outra vez, imagine a quantidade de informações que poderia estar disponível para uma empresa se ela tiver 1.000, 5.000, 10.000, etc. empregados.

Nesse mundo de rápidas transformações pelo qual estamos passando, a empresa que deseja ter uma sobrevida indefinida precisa ver seus empregados como autênticos parceiros.

1.3 Propiciando e incentivando a pesquisa e o conhecimento dos funcionários

É comum as empresas bloquearem a Internet para os funcionários por medo que eles ‘matem’ o tempo.

Na prática, essa atitude apenas impede o funcionário de acessar a Internet, mas não resolve o problema de ‘matar o tempo’ porque, quando um funcionário quer enrolar, ele enrola de qualquer jeito, na Internet ou fora dela.

A Internet fascina e incita, por isso, a sua proibição aguça mais a curiosidade.

Dizer a um jovem que é proibido acessar a Internet é o mesmo que dizer para ele que é proibido fazer sexo. Ele até pode dizer que ‘tudo bem’, mas com certeza irá tentar descobrir uma maneira de burlar a vigilância.

E, hoje isso é fácil, porque existem diversos programinhas gratuitos disponíveis que burlam os mais diversos sistemas de bloqueios de Internet. E o prazer de conseguir burlar a norma da empresa é fantástico porque, tudo que é proibido, atrai.

Agostinho (354-430), um teólogo proeminente da igreja primitiva, refletiu sobre a sua atração pelo proibido. Nas suas Confissões, ele escreveu: "Existia uma pereira perto da nossa vinha, carregada com fruto. Numa noite tempestuosa, nós, jovens marotos, saímos para a roubar…Tiramos uma enorme quantidade de peras - não para nos regalarmos, mas para as atirarmos aos porcos, embora tenhamos comido apenas o suficiente para termos o prazer do fruto proibido. Eram peras boas, mas não foram as peras que a minha maldita alma cobiçaram, visto que tinha muito melhor em casa. Eu tomei-as simplesmente para me tornar ladrão…o desejo de roubar foi despertado simplesmente pela proibição de roubar."

Romanos 7:7-13 expõe a verdade ilustrada pela experiência de Agostinho: A natureza humana é inerentemente rebelde. Dai-nos uma lei, e nós a consideraremos como um desafio, para a quebrar.

Todavia, o problema de interditar o acesso a Internet é muito mais sério do que isso. Hoje, a Internet é o canal de informação e conhecimento por excelência. Talvez o único que a maioria dos funcionários pode dispor.

Segundo pesquisa on-line efetuada nesta semana pela We Media/Zogby Interactive dos Estados Unidos, que entrevistou 1.979 pessoas, quase metade dos norte-americanos usa internet para ler notícias. Menos de um 1/3 prefere a televisão, enquanto 11% ouvem rádio e 10% lêem jornais.

Ademais, a empresa precisa se acostumar com a idéia de ver seus funcionários trabalhando nos sites servidores da Internet e não nos seus próprios computadores.

Veja este excerto de um artigo da última revista exame, ‘o mundo da tecnologia está às vésperas de uma nova e profunda transformação. Em um futuro próximo, tudo o que acontece dentro do computador - desde o processamento até o armazenamento de informações - deve migrar para a internet. Os documentos, assim como os programas usados para criar e
 
modificar esses arquivos, estarão guardados em servidores espalhados pela internet. O PC vai ser apenas um dos meios de acessar essas informações, a qualquer hora, de qualquer lugar. Na esfera das empresas, a mudança representa o desaparecimento de grandes servidores, por exemplo. Os contornos dessa transformação - mais profunda do que parece à primeira vista - são delineados na obra The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google ("A grande virada: reconectando o mundo, de Edison ao Google", em tradução livre e ainda sem previsão de lançamento no Brasil), escrita pelo especialista em tecnologia e ex-editor da revista Harvard Business Review Nicholas Carr’.

O livro mostra como a internet vai se transformar numa central de serviços e fazer com que equipamentos e softwares desapareçam das empresas, incluindo o departamento de TI, já que a tecnologia vai virar commodity.

Por outro lado, como a humanidade está dobrando o seu conhecimento a cada 11 meses, ao impedir os funcionários de acessarem a Internet, a empresa está condenando os seus funcionários e a ela própria a uma rápida desatualização, estagnação, emburramento e está sentenciando-se a uma morte lenta, porque essa atitude não dá espaço à criatividade e a sua resultante que é a inovação.

Como o ritmo das mudanças é cada vez maior, a única maneira de garantir vida longa a uma empresa é pela introdução freqüente de inovações capazes de mudar o cenário atual.

E isso só é possível dando liberdade aos funcionários, já que a liberdade é a mãe da criatividade.

Aliás, não é por outro motivo que a maior potência econômica do mundo é também a pátria da liberdade, simbolizada pela escultura A Liberdade Iluminando o Mundo, mais conhecida como Estátua da Liberdade logo na entrada do porto de Nova Iorque.

Muitas empresas, por desconhecimento técnico, delegam para o administrador da rede a decisão do quê bloquear.

Que loucura. A uma pessoa com visão técnica de rede, apenas, é dado poderes para filtrar o fluxo de informações de e para a empresa.

A questão é que a mentalidade básica brasileira é no sentido de ‘proibir por proibir’ (temos mais de 100.000 leis proibindo alguma coisa). Tudo no Brasil é proibido. E, exatamente por se criarem dificuldades no Brasil é que se vendem as facilidades conhecidas como corrupção.

Assim, dependendo do poder dado a esse administrador, da capacidade dele de lidar com esse poder e da paranóia dele, poderá bloquear a empresa toda, enclausurando-a e fechando-a para o mundo.

Assim como alguns juízes de futebol, muitos administradores de rede acabam roubando o espetáculo para eles, por literalmente atrapalharem e dificultarem a vida normal da empresa.

Por bloquearem tudo, acabam sendo requisitados o dia inteiro por todo o mundo que precisa trabalhar. E aí, se sentem engrandecidos e poderosos.

Muito melhor que proibir, é ensinar os funcionários a usarem a Internet com parcimônia, inteligência e sabedoria.

Alguns funcionários, notadamente os mais jovens, acessam sites inadequados porque querem acessar a Internet e não sabem o que fazer nela.

Todavia, se eles fossem capacitados, treinados, orientados e estimulados (com prêmios) a fazerem pesquisas para a empresa, a história seria outra, bem diferente.

Recentemente eu recebi um e-mail de um jovem que andou bisbilhotando o meu site com os seguintes termos:

sou aluno do curso de Administração da faculdade Projeção aqui em Brasília-DF. Estou cursando a disciplina estágio II, onde devo apontar um problema/oportunidade e apresentar uma solução viável para o caso. Na empresa que estou realizando o estágio, há um volume expressivo de inadimplência e, como conseqüência, perda do cliente. Pretendo trabalhar o tema inadimplência, porém estou tendo dificuldade quanto ao referencial teórico. Não estou conseguindo livros que tratem do assunto. O senhor pode me indicar algum?’
 
 
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